Do site anaturalissima.com

O que tem no seu óleo corporal favorito? Pode parecer redundante, pois deveria ser um ingrediente único, talvez em sinergia com outros óleos apenas; mas a verdade é que o mercado sempre esteve dominado por fórmulas nada puras. Fragrâncias sintéticas, derivados de petróleo, conservantes nocivos (como os parabenos), entre outros ingredientes possivelmente nocivos. Ler o rótulo nunca foi tão importante.

 

O que é um óleo 100% vegetal

Eles são derivados de frutos, sementes e plantas, criam um filme protetor sobre a pele, mas, por terem biodisponibilidade, penetram e não impedem outros ativos de penetrarem também – ao contrário dos óleos minerais. Ricos em Vitamina E, um poderoso antioxidante, são um cosmético biodegradável por si só.

E justamente por serem naturais e terem origem 100% em plantas, sementes e frutos, são multifuncionais: vão no corpo, nos cabelos, na pele do rosto, e serve de base para cosméticos diversos.  Desodorantes, hidrantes corporais, séruns, sabonetes, pomadas e até maquiagem contém óleo. Eles sozinhos por si só já são um cosmético e tanto, uma vez que, dependendo da origem (do tipo de semente, e etc) tem diferentes funções (antioxidante, emoliente, regenerador…).

Bom, o fato é que eles, justamente por isso, estão na mira das empresas que cometem greenwashing  (prática também conhecida como marketing verde). Resumindo: a indústria investe em uma série de artifícios (rótulos verdes, jargões técnicos, ações socais para desviar atenção do impacto negativo que elas causam…) para que os consumidores pensem que se trata um produto natural, enquanto não é.

Primeiro é preciso entender que o fato de um fórmula ter um ativo ou outro, como ervas, flores e afins, não a torna natural, muito menos segura e saudável. Por isso há as certificadoras, com ao IBD, maior certificadora da América Latina e a única certificadora brasileira de produtos orgânicos.

O termo natural se aplica às fórmulas que contenham 95% de ingredientes naturais e 5% de ingredientes orgânicos. Uma fórmula que prioriza insumos naturais, porém, não está totalmente isenta de provocar reações. A indústria convencional, normalmente, utiliza aromas artificiais, enquanto um item natural prioriza óleos essenciais, por exemplo.

 

PARECE, MAS NÃO É

Quem nunca usou aquele óleo de amêndoas ultra cheiroso e saiu do banho se sentindo hidratada e perfumada? Óleos minerais, sobretudo os pseudo-naturais, ganham fragrâncias e perfumes sintéticos – grandes causadores de alergias. “São fórmulas que dão uma sensação de hidratação porque elas, de fato, criam uma camada na pele. Esta camada, porém, impede a absorção de boa parte de outros cosméticos que usamos e, pior, impede também que  a pele respire. Resultado imediato: entopem os poros”, afirma a dermatologista Patricia Silveira, do Rio de Janeiro.

Derivados do petróleo não são biodegradáveis e contém uma série de elementos tóxicos. Como conservantes, pense em parabenos, glicois e EDTA/BHT. Todos alergênicos e que atuam como disruptores endócrinos. Ao consumir um óleo, procure saber sobre a marca, verifique certificações que garantam que é um produto cruelty-free e livre desses ingredientes sintéticos nocivos.

 

*Artigo adaptado e publicado originalmente no site anaturalissima.com

Outras referências:

https://www.researchgate.net/publication/6665104_Is_mineral_oil_comedogenic

https://www.madesafe.org/science/hazard-list/ https://www.researchgate.net/publication/6665104_Is_mineral_oil_comedogenic

https://www.madesafe.org/science/hazard-list/

http://ibd.com.br