Uma metanálise publicada na revista Phytomedicine, em novembro de 2018, demonstra que o gengibre (Zingiber officinale) pode ser uma alternativa para medicamento antiemético no  pós-operatório (NVPO).

NVPO são complicações comuns em pacientes submetidos a cirurgias, podendo levar a complicações secundárias, como pneumonia por aspiração, ruptura da ferida, hérnia gástrica, desidratação e fadiga, acarretando maior tempo de recuperação e aumento nos custos com os cuidados médicos.

Esse trabalho envolveu 10 estudos randomizados, incluindo um total de 918 pacientes. A metanálise sustenta a hipótese de que o gengibre apresenta um efeito significativo na gravidade da NVPO, demonstrando que a utilização do gengibre reduz a sua incidência e minimiza a demanda por fármacos antieméticos. Os trabalhos que foram inclusos na metanálise promoveram a suplementação entre 1 hora e uma hora e meia de pós-operatório, com doses variando de 250mg a 2.000mg/ dia.

Vale ressaltar que o gengibre é um rizoma de fácil acesso e já apresenta evidências e segurança clínica na redução de náuseas e vômitos no período gestacional e durante o tratamento quimioterápico do câncer.

 

Referências

TÓTH, B. et al. Ginger (Zingiber officinale): an alternative for the prevention of postoperative nausea and vomiting. A meta-analysis. Phytomedicine, v. 50, p. 8-18, 2018.