A rotina nas grandes cidades nos esgota e deixa o dia a dia mais pesado e cansativo. Esse estresse constante é capaz de promover uma liberação contínua de cortisol, um hormônio que, quando em excesso, pode criar inúmeras condições patológicas.

Esse hormônio, quando secretado de maneira crônica, é capaz de aumentar a pressão arterial, provocar resistência à insulina, gerar ganho de peso, aumento da vontade de comer alimentos hipercalóricos, reduzir a atividade do sistema imunológico, além de promover alterações no humor, fadiga e distúrbios do sono.

Tendo em vista todos esses efeitos ocasionados pelo hormônio do estresse, estudos envolvendo a utilização de fitoterápicos adaptógenos têm demonstrando inúmeros benefícios. O efeito adaptógeno modula o estresse sobre o sistema neuroimunoendócrino, reduzindo a fadiga, aumentando a performance mental e física, reduzindo a sonolência, aumentando a capacidade de trabalho e a resistência ao estresse. São eles:

– Rhodiola rosea: seus compostos são capazes de reduzir a fadiga e o estresse mental, pois é capaz de inibir as enzimas MAO A e B, aumentando a meia vida da serotonina, noradrelina e adrenalina.

– Withania somnifera: também conhecido como Ashwaganda ou ginseng indiano, apresenta um grande potencial em relação a redução da ansiedade, do cortisol sérico, da compulsão alimentar e aumento do bem-estar mental, podendo também beneficiar indivíduos obesos no processo de redução de peso.

– Panax ginseng: A presença de ginsenosídeos melhora a fadiga, concentração, aumenta a resistência ao estresse, além de favorecer a melhora de sintomas da depressão e transtornos do humor em mulheres na pós-menopausa.

– Cereja: apesar de não ser considerada um adaptógeno, a cereja é capaz de reduzi o cortisol e melhorar o humor, melhorar a qualidade do sono, reduzir a ansiedade, além de prevenir o estresse oxidativo. Esses efeitos cognitivos podem ser obtidos com o consumo de 140 g ou 25 cerejas ou 60-300 mL de suco (dose aguda ou por 5 dias).

 

Referências

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