A astaxantina é caracterizada como um carotenoide de xantofila natural que apresenta alto potencial na saúde humana e tem aplicação positiva para diferentes propriedades terapêuticas. Sua eficácia na proteção contra o fotoenvelhecimento é comprovada em diversos estudos recentes da literatura.

Os mecanismos de envelhecimento da pele se manifestam em forma de rugas, degradação da elasticidade cutânea e manchas expressivas, principalmente, na região facial. Caracteriza-se como um resultado da diminuição do metabolismo celular. O fotoenvelhecimento acontece, sobretudo, em áreas irradiadas por radiação ultravioleta (UV), que gera uma constante degradação de colágeno e da fibra elástica por meio da ação de metaloproteínas da matriz dérmica, secretadas por fibroblastos. Esse processo, por sua vez, acarreta inflamação do tecido cutâneo e potencialização na síntese de citocinas pró-inflamatórias e oxidativas, assim, gerando danos significativos responsáveis pela deterioração da pele

Diante disso, os efeitos da astaxantina na supressão da hiperpigmentação e inibição do fotoevelhecimento são evidenciados em trabalhos científicos. Um recente estudo (2018) analisou tais efeitos em 23 participantes japoneses saudáveis que tiveram uma intervenção de 10 semanas com a suplementação de astaxantina. Para isso, foram divididos em grupos com suplemento de 4mg do carotenoide e grupo placebo, em que se submeteram à dose mínima de eritema induzido, com avaliação de umidade induzida pela radiação UV e perda de água transepidérmica no início e após 9 semanas de experimento. Os resultados mostraram uma perda reduzida da umidade da pele no grupo que utilizou astaxantina, em comparação com o placebo. Além disso, os pesquisadores observaram melhorias na textura e aparência da pele após suplementação, ressaltando a prevenção e proteção da astaxantina na deterioração do tecido cutâneo.

Um outro trabalho (2017) também investigou a ação anti-inflamatória da astaxantina nas interações epidérmicas. Participantes utilizaram, por via oral, uma concentração de 6mg ou 12mg de astaxantina ou placebo, e passaram por avaliação de parâmetros associados a rugas e à umidade da pele, além de análise de marcadores relacionados a processos inflamatórios. O estudo sugeriu que essa suplementação foi eficaz na inibição do fotoenvelhecimento, na minimização de rugas e na diminuição de citocinas inflamatórias na pele.

Por fim, destaca-se o papel da astaxantina como poderoso antioxidante e com efeito significativo na cicatrização de feridas cutâneas. Os marcadores biológicos com ação cicatrizante, tais como Col1A1 e bFGF, foram aumentados em estudo com modelos animais (2017) que avaliaram a modulação de feridas com o uso de astaxantina. Os resultados observados revelaram particularidade positiva do uso deste carotenoide na cicatrização de feridas na pele. Este achado pode ser promissor para auxiliar no tratamento de doenças dérmicas associadas ao desenvolvimento de feridas, como psoríase, eczemas e até mesmo acne vulgar.

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REFERÊNCIAS

DANINELLI, S. et al. Astaxanthin in Skin Health, Repair, and Disease: A Comprehensive Review. Nutrients, v. 10, n. 52, p. 1-12, 2018.

TOMINAGA, K. et al. Protective effects of astaxanthin on skin deterioration. J. Clin. Biochem. Nutr., v. 61, n. 1, p. 33-39, jul. 2017.

ITO, M. et al. The Protective Role of Astaxanthin for UV-Induced Skin Deterioration in Healthy People—A Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Trial. Nutrients, v. 10, n. 813, p. 1-12, 2018.

MEEPHANSAN, J. et al. Effect of astaxanthin on cutaneous wound healing. Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology, v. 10, p. 259-265, 2017.

CHALYK, N. et al. Continuous astaxanthin intake reduces oxidative stress and reverses age-related morphological changes of residual skin surface components in middle-aged volunteers. Nutr Res., v. 48, p. 40-48, dec. 2017.

KOMATSU, T. et al. Preventive effect of dietary astaxanthin on UVA-induced skin photoaging in hairless mice. PLOS ONE, v. 7, p. 1-16, feb. 2017.