LANÇAMENTO

TAKE NOTES

Os principais highlights de todas as palestras, reunidos em um material para você.

SAÚDE SEXUAL

Como você questiona a sua paciente sobre saúde sexual? Será que intervenções nutricionais específicas podem melhorar parâmetros físicos e emocionais relacionados à libido?

A disfunção sexual feminina representa um problema clínico que impacta negativamente o bem-estar.

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Sexualidade na Mulher: um olhar para a abordagem integrativa

Segundo a OMS, a sexualidade é um dos marcadores da qualidade de vida. A sexualidade é uma parte importante da vida e do bem-estar de uma mulher, e ela se manifesta de maneiras distintas em diferentes fases da vida.

Questione a sua paciente

Como que está a sua frequência sexual? Você tem prazer? Você sente vontade? Você tem lubrificação? Você tem orgasmos? Sente dor, desconforto, sangramento, alguma sensação de infecção?

Dica!
Nutri, você pode incluir essas perguntas no questionário pré-consulta, para, durante a consulta, investigar melhor com a sua paciente.

Atenção para pacientes com estas faixas etárias, nutri!

25 aos 35 anos é uma frase crítica em relação à sexualidade, pois a mulher está mais focada em outras questões pessoais, como carreira. Inclusive, é importante questionar o método anticoncepcional. Se a mulher está com bloqueio de progesterona, estrogênio e testosterona, há uma redução da lubrificação, do desejo sexual.

No climatério e na menopausa, há mais de 75 sintomas relacionados, devido à queda hormonal, o que impacta diretamente em sua sexualidade.

Perimenopausa → 3 anos antes da menopausa → sintomas muito mais intensos → redução exacerbada do desejo sexual.

Entendendo o desejo sexual

Desejo responsivo → desejo que responde a um estímulo. Aqui as preliminares são importantes. Para as mulheres na perimenopausa e na menopausa, isso é fundamental.

Desejo espontâneo → acomete mais as mulheres mais jovens.

A partir do desejo (estímulos cerebrais) → excitação (mudanças na região íntima) → aumenta lubrificação.

Impacto da nutrição na sexualidade: um olhar integrado

A nutrição e a alimentação desempenham papéis vitais na abordagem integrativa da sexualidade feminina, influenciando diretamente o bem-estar físico, hormonal e emocional.

Saúde hormonal → a nutrição afeta os níveis hormonais o que atua diretamente na libido e na saúde sexual.

Saúde vascular → se a mulher consegue ter uma boa vasodilatação, favorece uma melhora da lubrificação.

Saúde emocional → a nutrição pode favorecer as emoções, o que afeta diretamente na saúde sexual.

Imunidade → alterações na imunidade aumentam o risco para candidíase, vaginose → impacta na saúde sexual. A nutrição pode contribuir com o suporte imunológico e manejo destas condições.

Inflamação → a modulação da inflamação crônica via manejo nutricional contribuir com a redução da dor.

Peso saudável → melhora a autoestima, o desempenho físico, promovendo melhora da saúde sexual.

É fundamental estimular o autoconhecimento da mulher. 

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CAMILA PRESTES

MÉDICA CRM 21938

TEMA

Sexualidade na Mulher: um olhar para a abordagem integrativa

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Libido e Mulher 40+: impacto do Estilo de Vida e Nutrição

Alguns dados sobre libido 

Não é somente a idade que impacta na libido.

Baixa libido → afeta cerca 37,7% das mulheres. Transtorno de desejo sexual hipoativo → estima impactar 7 a 12% das mulheres.

O transtorno é mais prevalente nas décadas após a menopausa entre 45 e 65 anos, do que em mulheres com 65 anos ou mais.

Questionário Decreased Sexual Desire Screener (DSDS)

É um questionário para avaliar redução de desejo sexual. Não pode ser traduzido e utilizado na íntegra para avaliar, porém, algumas perguntas chave podem ser incluídas na anamnese para auxiliar a rastrear libido e a vida sexual:

Como está o desejo sexual? A falta de libido te incomoda? Tem alguma questão médica diagnosticada? Utiliza medicamento? É tabagista? Etilista? Está em alguma fase característica da vida (gestação, menopausa, pós-parto…)? Sente dor na relação sexual? 

A libido se relaciona com a saúde mental 

Os sistemas cerebrais de dopamina (incerto-hipotalâmico e mesolímbico) que ligam o hipotálamo e o sistema límbico parecem formar o núcleo do sistema excitatório.

Transtornos alimentares influenciam diretamente na libido 

Obesidade, síndrome metabólica e libido 

Obesidade e síndrome metabólica → reduz síntese de oxido nítrico → reduz fluxo sanguíneo na região geniturinária → reduz função sexual.

Quanto maior o risco cardiometabólico → maior o índice de pulsatilidade do clitóris (tem relação com a resistência do fluxo sanguíneo da região, o que afeta negativamente a função sexual).

Além disso, quanto menor a autoaceitação do corpo e autoestima, também é maior o índice de pulsatilidade do clitóris.

Padrão alimentar e libido 

Dieta mediterrânea → Mulher com menor adesão à dieta mediterrânea apresentaram maior prevalência de disfunção sexual feminina (piora da dor durante a relação.

Padrão alimentar saudável → está associado com uma melhora da manutenção da saúde sexual.

Álcool em excesso, uso crônico (todos os dias) → piora lubrificação, aumenta dor, dificulta o orgasmo.

Algumas estratégias parecem não ter respaldo da literatura científica! 

Um estudo conduzido por Gonzales-Arimborgo C et al. (2016) demonstrou que o uso de maca peruana vermelha pode auxiliar na melhora do desejo sexual, humor e energia.

Outros estudos com a maca peruana e Tribulus terrestris não apresentam um bom desenho metodológico da avaliação.

Porém, não há evidências robustas para uso da maca peruana e do Tribulus terrestris na modulação da libido em pacientes com transtorno de desejo sexual hipoativo. Clínica é soberana, avaliar caso a caso e entender que não será somente um suplemento que irá, sozinho, efetivamente melhorar o desejo sexual dessa mulher.

Resumo do que pode gerar baixa libido

– Alterações fisiológicas: puerpério, climatério, menopausa.

– Ser uma consequência de alguma doença: psicossomáticas, endometriose, infecção urinaria de repetição.

– Devido a alguma patologia específica como: desejo sexual hipoativo, vaginismo, anorgasmia, dispareunia.

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ROBERTA CARBONARI

NUTRICIONISTA

TEMA

Libido e Mulher 40+: impacto do Estilo de Vida e Nutrição

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