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Os principais highlights de todas as palestras, reunidos em um material para você.

ESTÉTICA

Como avaliar o envelhecimento biológico e cronológico da pele na prática? Quais ferramentas a estética avançada pode ser integrada com protocolos nutricionais para promover a fotoproteção contínua e eficaz? 

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Caso Clínico em Lipedema: Avaliação integrativa e protocolos nutricionais

Prevalência de lipedema

Estima-se que 12,3% das mulheres da população brasileira têm diagnóstico de lipedema. 

Métodos de análise da pele: 

Sinal de cacifo: pressionar de 10 a 15 segundos e contabiliza o tempo para a pele voltar. No meio da panturrilha é onde a mulher sente a dor mais característica de lipedema.

Avaliar presença de microvasos atras. Celulite não aparece na região anterior de coxa → ou é flacidez ou lipedema.

Celulite aparece na região glúteo femoral parte posterior → principalmente porque nessa região temos mais receptores de estrogênio → mas a questão não é o estrogênio, mas sim o estroboloma.

Flacidez ou lipedema: segura a coxa e pressionar para cima a pele, se permanecer com alterações é lipedema. Tem pacientes que não tem garrote. Sintomas associados: fadiga, edema e dor.

Fisiopatologia

Doença crônica que acomete o tecido gorduroso, principalmente em membros inferiores. A progressão do lipedema acontece em um processo de alteração hormonal, inclusive na menopausa. Disfunção mitocondrial associada, falta de competência mitocondrial.

Inflamação → inflexibilidade metabólica → resistência lipólise. Estresse aumenta fibrose.

Macrófago tipo 2 → aumenta VEGF → aumenta a formação de vasos sanguíneos. Mas no lipedema tem pouca formação de vasos linfáticos (entra muito sangue, porém não “sai” muito) → por isso que é importante avaliar a formação de microvasos atrás do joelho.

Estratégias para o manejo do lipedema

Paciente com lipedema tem resistência à lipólise nas regiões acometidas → não serão responsivos às dietas de baixa caloria para perda de gordura dessa região.

Ciclos calóricos para tentar aumentar a flexibilidade metabólica deste paciente → não adianta ficar restringindo.

3 semanas restringe, 3 semanas aumenta → de 300 a 500 kcal (em conjunto com exercício físico). Não fazer restrição por mais de 21 dias, porque o paciente não irá responder a lipólise.

Não fazer uso de colágeno quando paciente está inflamado → pois ativa macrófago tipo 2 que aumenta o risco para fibrose.

3-indol-carbinol é o que mais dá resultado em lipedema. Dieta cetogênica está associada com a melhora do quadro. 

Estudo envolvendo 22 mulheres com lipedema e duração de 10 semanas, onde: 

• Grupo Dieta cetogênica mediterrânea modificada em combinação com carboxiterapia (KDCB)
• Grupo dieta cetogênica mediterrânea modificada (KD)
• Grupo carboxiterapia (CB)

O protocolo da carboxiterapia consistia: 

• Fornecimento de CO2 (agulha de calibre 30, angulada a 45° em relação ao tecido que será tratado e T° de 43°C).
• Foram administrados 2.400mL/sessão com fluxo médio de 80mL/min.
• 10 sessões – 1x/ semana.
• Realizada em membros inferiores bilateralmente nas seguintes áreas: trocantérica, médio da coxa anterior, interna da coxa, posterior da coxa e poplítea. 

De acordo com os resultados, tanto o grupo KD, quanto o KDCB apresentaram redução de peso corporal, do IMC, da circunferência do quadril, do % e do peso absoluto (g) do tecido adiposo, % e g do tecido adiposo das pernas, do % do tecido adiposo androide e ginoide e redução do tecido adiposo intramuscular.

No grupo KDCB, ainda houve melhora estatisticamente significativa no status de avaliação de fibromialgia (investigação de astenia, dor e distúrbios do sono) e no Questionário revisado de impacto da fibromialgia, que explora os três principais domínios de sintomas, função e estado geral, indicando melhorias na qualidade do sono, na qualidade de vida e redução da dor.

Fonte: RENZO, L. di; et al. Modified Mediterranean-Ketogenic Diet and Carboxytherapy as Personalized Therapeutic Strategies in Lipedema: a pilot study. Nutrients, [S.L.], v. 15, n. 16, p. 3654, 20 ago. 2023. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/nu15163654

Estratégias nutricionais 

• Água (35 ml/kg/dia);
• Fibra (tentar chegar em 30g/dia);
• PEG 4000 (obstipação);
• Chlorella (2 a 4g/dia);
• Glutamina;
• Probiótico.

Tratamento estético só quando o paciente não estiver inflamado! 

• Terapias manuais (drenagem linfática);
• Ondas de choque;
• LED;
• Radiofrequência / criofrequência;
• Bioestimulador de colágeno;
• Ultrassom microfocado;
• Bota pneumática (compressivas),
• Terapia descongestiva complexa.

“Nunca atendi uma paciente com lipedema, como posso começar?”

Anamnese: dados pessoais; histórico de doenças/deficiências nutricionais; hereditariedade para lipedema; histórico de cirurgias e procedimentos estéticos; menarca, tratamentos hormonais, gestações, menopausa; rotina diária (alimentação, trabalho, atividade física); uso de medicamentos e suplementos; hábito intestinal; qualidade do sono; alergias e intolerâncias alimentares; alterações de humor ou distúrbios de imagem; queixas de sinais e sintomas; edema; dor; sensibilidade ao toque; dor articular; cintura/pernas; dificuldade de emagrecimento; presença de hematoma; médico vascular

• Hemograma completo;
• Hematócrito;
• Relação neutrófilo/linfócito;
• Proteína totais e frações (pós bariátrica);
• Hemoglobina glicada;
• Frutosamina;
• Ferro;
• Ferritina;
• Creatinina;
• Sódio;
• Ureia;

• Selênio;
• Zinco;
• Vitamina A;
• Vitamina D;
• Vitamina C;
• Vitamina B12;
• PCR;
• Ácido úrico;
• Fibrinogênio;
• Cortisol;

• Fator plaquetário 4 → indica disfunção vascular;


• Capacidade total antioxidante → Valores ideais: 560 mcmol/L a 1120 mcmol/L (perto de 560 ou abaixo, aumentar suporte antioxidante, até chegar em 1000).

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LUISA WOLPE

NUTRICIONISTA

TEMA
Caso Clínico em
Lipedema: avaliação integrativa e protocolos nutricionais

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