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Os principais highlights de todas as palestras, reunidos em um material para você.

ESTÉTICA

Como avaliar o envelhecimento biológico e cronológico da pele na prática? Quais ferramentas a estética avançada pode ser integrada com protocolos nutricionais para promover a fotoproteção contínua e eficaz? 

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Envelhecimento cutâneo, como avaliar na prática?

Caso clínico:

Mulher, 37 anos. Queixa: envelhecida, sem energia, estresse e melasma. Elevado percentual de gordura e circunferência abdominal. Alimentação com alta carga e alto índice glicêmicos, gordura saturada, AGEs, com padrão ocidental e baixa hidratação. 

Exames de avaliação: exame clínico, fotográfica, exame bioquímico e metabolômico.

Questionário qualidade de vida na escala melasma MelasQoL → Questionário para analisar qualidade de vida em pacientes com melasma → O melasma é um distúrbio psicocutâneo.

Importante avaliar a paciente na ótica da teia das inter-relações metabólicas, para poder correlacionar o que está acontecendo com a paciente, linkando as queixas com as alterações emocionais, fisiológicas, metabólicas, deficiências nutricionais e alterações gastrointestinais.

A autoestima entra no centro da teia, na parte das emoções e da mente. Baixa hidratação da pele se correlaciona com o consumo inadequado de água.

Métodos de análise da pele: 

Pinch test → para avaliar flacidez, quantidade de colágeno.

Soft Fx – Fotona → para mapeamento detalhado da pele, incluindo análise de hidratação, elasticidade, melanina, oleosidade e pH.

Dermavision – Lummex → para analisar cor da pele, rugas e vascularização da pele (a qual indica também sensibilidade da pele, que tem que tomar cuidado com tratamentos mais agressivos). 

Tecnologias e procedimentos:

Laser de picossegundos e/ou laser de Thulium → clareamento das manchas, melhora da textura e dos poros.

Ultrassom microfocado (Ultraformer) → melhora da flacidez e compactação da gordura da face e da papada.

Pontos estratégicos de preenchimento com ácido hialurônico, bioestimulador e fios → sustentação e contorno.

Toxina botulínica na face e no pescoço → ajuda a melhorar o contorno e a flacidez no pescoço.

Exames bioquímicos:

Relação neutrófilo/linfócito: abaixo de 2 → exclui um risco cardiovascular alto, uma inflamação grave. Leucócitos próximo do limite mínimo → se relaciona com depressão, exaustão, fadiga e ansiedade.

HCM baixo → Hipocromia = baixo ferro VCM baixo → Microcitose Ferro é cofator enzimático para síntese de colágeno. A pele depende da homeostasia do ferro → descamação é responsável por 20 a 25% do ferro perdido, e o metabolismo do colágeno é dependente do ferro.

Homocisteína ideal seria abaixo de 7µmol/L. Ureia mais baixa pode se relacionar com uma dieta pobre em proteínas.

Ácido úrico ideal para mulher é < 3,9mg/dL. Leptina alta → pode ser uma resistência à leptina → leptina tem relação com a saúde da pele.

Relação triglicerídeos/HDL → para mulher, deve estar no máximo em 1,65 → acima desse valor pode ter relação com resistência à insulina.

Produtos de glicação avançada (AGEs) x envelhecimento da pele x melasma 

Os AGEs podem aumentar a atividade da tirosinase, que está associada com a fisiopatologia do melasma, pioram a cicatrização da pele, dificulta a reparação da barreira cutânea e redução da integridade do estrato córneo. 

Padrão alimentar x hidratação da pele 

Dieta com alto consumo de gordura e carboidratos negativamente associada com a hidratação da pele. 

Exame metabolômico 

Disfunção mitocondrial:
No exame metabolômico a disfunção mitocondrial pode ser avaliada por meio das etapas do ciclo de Krebs limitadas. Por exemplo, na glicólise, se o piruvato está aumentado, há correlação com a dificuldade em converter esse metabólico em acetil-CoA para produção de energia. → A pele é dependente de uma boa saúde mitocondrial, devido a sua alta taxa de turnover. Nesse contexto é importante suplementar vitaminas do complexo B (B1, B5), ácido alfa-lipóico, coenzima Q10 e vitamina E. Além de melhorar a qualidade do carboidrato ingerido.

Disbiose:
Baixo butirato e excesso de propionil, L- carnitina e succinato = indício de disbiose. No intestino as bactérias podem converter lactato em propionato e succinato. Excesso de propionato está associado com má digestão (quebra proteína). Nesse contexto é importante reforçar a ingestão de magnésio, vitaminas B2 e C, resveratrol, fibra solúvel, polifenóis.

Inflamação e resistência à insulina:
Excesso glutationa reduzida e cisteína = maior demanda oxidativa → devido à pele e à resistência à insulina. Ajustar zinco, selênio, cobre, fitoquímicos (antioxidantes) e vitaminas do complexo B (B3, B2, B6) para formar glutationa

Metabolismo do colágeno:
Excesso 4-Hidroxiprolina → maior quebra de colágeno e disfunção mitocondrial → deficiência cofatores como ferro, vitaminas A e C e manganês. 

Precursores de neurotransmissores:
Glutamato elevado → gatilho para ativar eixo HPA → estimula degranulação de mastócito → liberação de histamina → melasma.

A disfunção metabólica está intrinsecamente associada ao envelhecimento da pele (Xin et al., 2023).

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Slide 48 do conteúdo do Caso Clínico ministrado pela nutricionista Sheila Mustafá e a Dr. Natalie Haddad.
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SHEILA MUSTAFÁ

NUTRICIONISTA

TEMA
Caso Clínico em
Envelhecimento cutâneo, como avaliar na prática?
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NATALIE HADDAD

DERMATOLOGISTA CRM 138899

TEMA
Caso Clínico em
Envelhecimento cutâneo, como avaliar na prática?

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