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Os principais highlights de todas as palestras, reunidos em um material para você.

Emagrecimento

As mudanças na composição corporal ao longo das fases de vida da mulher se tornam um desafio dentro do consultório.

Como ajudar essas pacientes diante das alterações fisiológicas, emocionais e sociais?

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Caso Clínico em Emagrecimento, mudanças de composição corporal e saúde muscular na mulher

Caso clínico:

Mulher, 40 anos. Elevado percentual de gordura corporal e IMC de obesidade. Iniciou o tratamento com semaglutida, seguindo protocolo do endócrino: dose inicial 0,25mg, 1x na semana, por 4 semanas; após 4 semanas, 0,5mg 1x na semana; até chegar na dose de 1mg, 1x/semana. Muitas queixas gastrointestinais. Musculação 2x/semana, intensidade leve. Baixa ingestão proteica, de fibras e calórica. 

Alguns insights importantes para a sua prática clínica: 

Quando o percentual de gordura está muito alto e o peso não está tão elevado, há deficiência de massa muscular/sarcopenia. A cada vez que o paciente aumentar a dose do semaglutida, refazer e recalcular recordatório alimentar do paciente para avaliar ingestão calórica.

Tenha no seu consultório lâminas educativas sobre comportamento alimentar, alimentação consciente e porções dos alimentos para trabalhar com o seu paciente. Semaglutida precisa ser bem prescrito, para casos específicos. Triglicerídeos abaixo de 50 e ureia alta é ruim porque mostra quebra de proteínas. 

O que é o GLP-1?

É uma incretina (hormônio produzido no intestino), que tem múltiplas ações como:

• Neuroproteção;
• Cognição;
• Redução da fome hedônica e homeostática;
• Redução do peso corporal;
• Maior sensação de plenitude gástrica;
• Redução peristaltismo (gera constipação).

Sobre os análogos do GLP-1 

Existem os de ação curta, que precisa de mais aplicações, como a liraglutida e os de ação longa, , como a semaglutida.

Eles agem na redução do apetite, na redução da ingestão calórica, aumentam o efeito da incretina, redução do esvaziamento gástrico, melhora resposta da insulina no tecido adiposo, melhora a função endócrina do tecido adiposo (reduz adipocinas pró-inflamatórias e melhora as anti-inflamatórias, como a adiponectina), reduz lipólise no tecido adiposo e também diminui lipogênese de novo no fígado (o que reduz esteatose hepática), melhora a sensibilidade à insulina no músculo e melhoram a disfunção mitocondrial.

Principais queixas associadas ao uso dos análogos do GLP-1 

Enjoo, náuseas, constipação, dor abdominal, gases, fraqueza, estufamento → importante entender os efeitos colaterais porque, muitas vezes, a paciente vai iniciar o uso do medicamento junto com a dieta e pode relacionar estes desconfortos com esta, e não ao medicamento. Além disso, é importante traçar estratégias para aliviar esses sintomas.

Para atletas: treino em excesso, uso de análogos do GLP-1 e restrição de carboidratos pode gerar depleção de sistema imunológico. Além disso, o ajuste de carboidratos é necessário para evitar queda expressiva do glicogênio muscular. 

Por que pacientes em uso de semaglutida não conseguem manter massa muscular? 

Redução de apetite, desejo e ingestão proteica, redução da capacidade ou intensidade do treinamento, longo período em jejum, sinais e sintomas reduzem ingestão calórica e déficit calórico para além do desejado. 

Fases do emagrecimento 

Redução de apetite, desejo e ingestão proteica, redução da capacidade ou intensidade do treinamento, longo período em jejum, sinais e sintomas reduzem ingestão calórica e déficit calórico para além do desejado. 

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Slide 46 do conteúdo de palestra do Dr. Daniel Coimbra

Fase 3, há a termogênese adaptativa → aumenta muito com o paciente em uso de análogo de GLP-1. E esta é agravada ainda pela expressiva perda de massa muscular que acontece devido ao uso do medicamento.

Melhor forma de medir esta termogênese é calorimetria. Mas, pode ser dosada via leptina, T3 e insulina, que caem muito expressivamente.

Dietas muito hipocalóricas → maior perda de massa muscular e reganho de peso!

CONDUTAS NUTRICIONAIS 

Manejo dos sintomas da medicação

 • Náuseas – No dia (30 minutos após) e 2 dias depois da aplicação, usar chá de gengibre;
• Diarreia – Evitar bebidas isotônicas, leite e derivados, reduzir temporariamente o consumo de alimentos ricos em fibras, adequar a hidratação e evitar sucos;
• Constipação – Aumentar fibras (para isso, se a paciente está sem apetite, é importante conversar com médico para baixar dose do medicamento), fazer mais atividade física e aumentar o consumo de água;
• Vômito – Fracionar as refeições ao longo do dia e reduzir as porções.

Calorias para melhora do metabolismo e composição

• Melhor equação para estimar taxa metabólica basal para mulheres com sobrepeso ou obesidade: (9,99 x peso (kg)) + (6,25xaltura (cm)) – (4,92 x idade (anos)) – 161 = kcal/dia.
• A massa gorda não é metabolicamente inerte.
• A massa livre de gordura não é um tecido homogêneo, pois é composta por órgãos com atividades metabólicas diferentes (levar em conta os órgãos para estimar TMB).
• Refeições proteicas → maior termogênese induzida por dieta.

Incluir alimentos que estimulam a secreção endógena de GLP-1 

• Aumentar gordura → incluir oleaginosas (amêndoas, pistache e amendoim/pasta de amendoim integral), avocado e azeite;
• Cereais ricos em fibras;
• Ovo → é um alimento interessante porque tem uma boa concentração de proteínas e gorduras;
• Proteínas.

O que fazer quando a paciente for retirar o medicamento? 

Conforme paciente reduz dose do análogo de GLP-1, aumentar a dose de proteína. Mas, importante avaliar se a paciente não está com disbiose e se ela tolera esse aumento de proteína.

Sinais e sintomas, T3 baixo e hormônios sexuais baixos → não é indicado tirar nesse momento a semaglutida. Mas sim melhorar esses parâmetros primeiramente para depois retirar o medicamento.

Aumentar 250 calorias a cada 45 dias e redução gradual do medicamento.

Exames para se atentar

Baixa de T3 → Aumenta TSH → Pode ser visto como hipotireoidismo subclínico, porém pode ter relação com a baixa ingestão calórica.

Se a pessoa aumentar a ingestão e melhorar a qualidade da alimentação, já melhora esses parâmetros.

Cortisol salivar → mais fidedigno.

SUGESTÕES DE SUPLEMENTAÇÕES

Para a tireoide:

Magnésio Dimalato – 200 mg
Ubiquinol – 100 mg
Vitamina E – 30 mg
Zinco Glycinato Quelato – 30 mg
Selenio AA complex – 30 mcg

Modo de Uso: 1 dose às 21:00. Cápsula.

Para a tireoide:

Magnésio Dimalato – 200 mg
Ubiquinol – 100 mg
Vitamina E – 30 mg
Zinco Glycinato Quelato – 30 mg
Selenio AA complex – 30 mcg

Modo de Uso: 1 dose às 21:00. Cápsula.

Para a saúde mental:

Rhodiola rosea – 300 mg
Whitanea somnifera – 200 mg
Panax ginseng – 200 mg

Modo de Uso: 1 dose ao acordar.

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DANIEL COIMBRA

NUTRICIONISTA

TEMA
Caso Clínico em
Emagrecimento, mudanças de composição corporal e saúde muscular na mulher

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